Crianças hiperestimuladas hipnotizadas pelo Pikachu

Que programa de TV você assistiu na sua infância? Eu nunca gostei muito de TV, mas era vidrada na Poderosa Iris, o que mais tarde tornou-se um problema em casa: pra quem gostava da super-heroína descendente de uma deusa, tolerar a Xuxa era abominável.
Os programas de auditório da Angélica, Xuxa e Eliana eram uma paleta de cores indistinguíveis, gritaria, luzes piscando, choro convulsivo na construção de mitos e eles estavam apenas acompanhando a tendência da mídia em provocar cada vez e sempre mais estímulos nervosos.
Taí o caso do Pikachu do Pokémon que não me deixa mentir: mais de 1200 crianças foram parar no hospital em 16 de dezembro de 1997 com crises convulsivas depois de um episódio frenético com o “choque do trovão” do desenho animado. Não, esse filme abaixo não tem o “choque do trovão”, mas mostra bem a velocidade frenética da animação e da trilha sonora. É “chocante” de qualquer forma.

Mas precisa de tudo isso? É assim que instruímos nossos filhos, é assim que eles recebem uma educação paralela e … que tipo de geração está se formando a partir desses desenhos que provocam tantas sensorialidades e estímulos?

Nos primórdios da TV existia um programa na Tupi chamado “Tia Gladys e seus bichinhos”. Além de não haver produção visual, também não tinha ensaio, não tinha chroma key, não tinha ponto eletrônico… Havia um teatro e uma simpática moça, a Gladys, contando uma história. Mas não era apenas isso. Além de contar, ela ilustrava as histórias que ia contando no momento da “contação”. E não eram histórias mainstream. Ela inventava as histórias e criava os personagens que tinham personalidade e quase vida próprias. Tive acesso ao documentário da Gladys produzido por Marina Pessanha e reproduzo dois trechos aqui: um em que podemos ver a desenvoltura de seus desenhos e outro em que ela conta a mágica de sua didática. Uma maneira simples e encantadora de entreter.

Tia Gladys e seus bichinhos

Quando deixou a tv, Gladys escreveu 38 livros, em três coleções: “Gladys e seus bichinhos”, “Mundo infinitamente pequeno” e “Histórias do meu jardim”.

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4 comments Julho 1st, 2009 at 07:28pmAna Erthal

Quando a tese é um tesão

Deu um frio na barriga, sim, mas o dever está cumprido. Se você estiver pensando em escrever uma tese, se você estiver começando a sua tese, se sua tese está te enlouquecendo, pense nisso: faça sua tese com muito tesão. Eu garanto que compensa.

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1 comment Junho 28th, 2009 at 04:16pmAna Erthal

4º CECC - Patrimônio Cultural valorizado com a tecnologia

Quem vem é o Arturo Colorado Castellary, professor da Faculdade de Ciências da Informação na Universidad Complutense de Madri.

Leia entrevista no blog do PanMediaLab.

Quando: próxima segunda-feira, dia 29, 19h.
Onde: Oi Casa Grande (Av. Afrânio de Melo Franco 290, Leblon)
Inscrições e informações: www.espm.br ou (21) 2216-2002.

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Add comment Junho 25th, 2009 at 04:44pmAna Erthal

Você gosta mesmo é de Digital Trash!

Imagine que você está na sala de sua casa, sentando confortavelmente no seu sofá. Alguém abre a porta, entra e despeja um enorme cesto cheio de lixo na sua frente. Você permitiria? Se você não permite que joguem lixo na sua casa, porque permitem que joguem lixo na sua mente? Não faz nenhum sentido você estar cercado por um universo pan-midiático - leia: tv, games, internet, blogs, e-mails, gtalk, msn, twitter, rss, rfids, rádio, jornais, revistas etc. - para estar apenas e simplesmente “antenado” em tudo o que acontece. Filtre e diga realmente o que disso tudo faz você pensar. Esse post não é uma crítica a quem não pensa, mas é uma crítica ao que não faz pensar. Há programas, conteúdos e coisas que te divertem. Outras te entretem, outras te informam, outras te ensinam. Mas o que exatamente te faz pensar?

Faz muito tempo que temos sido expectadores passivos dos meios, das mídias e das tecnologias de comunicação. A oralidade não pertia a análise porque os guris só tinham tempo para a mnemotécnica. O livro é uma pessoa usando nossa mente de playground, “quem lê muito acaba perdendo a faculdade do pensamento próprio, assim como quem anda de carro perde o hábito de caminhar” (Edmund Carpenter). A TV nos alivia do trabalho de pensar, quando a gente não quer pensar a gente liga a tevê numa atitude de quase meditação.

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Charles Chaplin, no filme Luzes da Cidade faz uma piadinha
quando come confete que ele toma por espaguete.

 

O que parece é muito mais legal ir pra faculdade pra paquerar do que efetivamente prestar atenção em qualquer coisa. É engraçado ver as pessoas franzindo a testa num esforço claro de tentativa de compreensão: “O que é que esse cara tá falando?” E depois ver que não há vínculo nenhum com seus conhecimentos, porque na grande maioria, o jovem em formação é fraco por não ter interesse em sua formação. Se estamos preocupados em nos formar, porque não nos formamos? Durante dois anos, meu orientador me disse “não basta pesquisar e apurar, o conhecimento leva um tempo para sedimentar“. Não entendia muito bem no começo, mas agora sei “o que aquele cara tava falando”.

A verdade é que temos preguiça de ler, preguiça de escrever - o twitter é o golpe de misericórdia da preguiça humana, esquece a questão de tempo - e o pior de tudo: temos preguiça de pensar! Como sujeitos somos extremamente simples, não temos capacidade analítica, não temos questionamentos, sequer estamos aptos para questionar, não somos capazes de relacionar as coisas porque simplesmente temos preguiça.

Longe de ser caxias ou puritana: falo muito palavrão, tenho um linguajar chulo e promíscuo e adoro aqueles filminhos divertidos que circulam no twitter dos amigos. Mas o que pode ser pior do que sermos preguiçosos e simplórios? Consentir com o lixo no meio da sala. Contribuir como “fazedores da internet do Brasil” para uma sociedade cada vez mais digital trash, com cada vez menos sedimentação de capital intelectual, cultural, político, moral ou coletivo.

Se você tem preferido não pensar muito ultimamente, te peço: pense nisso.

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1 comment Junho 10th, 2009 at 05:27pmAna Erthal

Movimento Canarinho

A Copa 2010 ainda nem chegou, mas todo mundo só fala dela. Pra homenagear a nossa seleção Canarinho Nike reuniu um time de profissionais de artes, da música, da ilustração e do graffiti, como Don Torelly, Jurubis e Presto, para o Movimento Canarinho, ou o que eles chamam de “resgatar esta livre expressão das ruas e conectar a nova geração com essa paixão”. Pra isso, além de um portal com várias coisas pra fazer dentro, a Nike abriu (por 60 dias apenas) uma loja para receber as peças da coleção na Galeria do Rock, em Sampa, e criou a Rádio Nike Canarinho, totalmente desenvolvida pela Aorta. A rádio pode está disponível no portal do movimento e pode ser baixada pra iPhone e iPod pelo iTunes. A música “Voa Canarinho Voa”, complementa o movimento, agora na voz de Marcelo D2 e ex-jogador e comentarista Júnior. E as maravilhas não páram!!!! O Movimento Canarinho tem também um BAR, claro, caracas, tudo a ver… e fica no Rio de Janeiro, na Lapa, que está sintonizadíssimo com tudo isso que a Nike pretende. O bar, chama-se Mal do Século, fica na rua do Rezende, 26. Pra saber a programação, basta seguir a tag #canarinho no twitter, ou seguir o perfil. Dá inveja (rs) ver um trabalho bão assim.

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Add comment Junho 8th, 2009 at 09:59amAna Erthal

Eye Candy, Elastic Mind

A neuroplasticidade é a capacidade do cérebro em conectar o sistema nervoso de acordo com seu histórico de ativação, ou seja, seguindo as entradas e reentradas de estímulos que ocorrem a todo momento, de acordo com dr. Cristoph Braun.

Se você perder um dedo, como provou o neurocientista Michel Merzenich que realizou as primeiras pesquisas experimentais em 1980, ocorre uma mudança plástica no sistema nervoso central. “Amputando o terceiro dígito há uma reorganização funcional dos sensores primários antes da amputação, uma baixa para média representação do dígito foi obtida na área cortical da mão com zonas distintas para cada dedo.” Remapeando essas representações e campos receptivos dos dedos ele descobriu que as representações corticais prévias do dedo amputado foram ocupadas por entradas dos dedos vizinhos. Além disso, neurônios corticais que antes respondiam somente as entradas do dedo amputado, foram encontrados respondendo estimulações dos vizinhos, ou seja, a organização funcional de sensores primários mudou depois de reduzida a entrada de sensorialidade devido a eliminação dos estímulos.

Essa semana a Kelly Andreoli me mandou um link do Moma, com uma pesquisa com estímulos sensórios pela língua, que alteram a plasticidade sensória cerebral e que vão permitir “tornar cenários de ficção científica em realidade: sistema interno de posicionamento, comunicação subconsciente entre pessoas distantes geograficamente, tocar o que só podemos ver, e doces que disparam explosões visuais em nossas mentes”. Eles citam um aparato chamado BrainPort que trabalha mandando informação tátil por meio da língua.

O que se explora é a habilidade cerebral para processar estímulos sensórios como entrada visual, permitindo, por um momento, pessoas cegas a navegar pelo espaço. Eles usam Eye Candy como “uma metáfora para extraordinária elasticidade cerebral - é potencial para criar novas sinapses e adaptar a novas entradas sensórias, para substituir um sentido pelo outro, e para usar fontes adicionais de informações aumentando uma experiência com o mundo”.

Não é sensacional?

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1 comment Junho 3rd, 2009 at 01:16pmAna Erthal

Did You Know?

Para quem gosta de números do mundo, das pessoas, das tecnologias, das utilizações, do tráfego, das mídias…. Estão todos aqui. Fique esperto!

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Add comment Junho 2nd, 2009 at 03:04pmAna Erthal

XVIII Compós

Começa hoje na PUC Minas a Compós, Encontro Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação. Eu vou participar do GT de Comunicação e Cibercultura coordenado por Henrique Antoun e Raquel Recuero. O que mais me interessa vai rolar na quinta:

Sensorialidades e Sistemas de Recomendação, com coordenação de Sergio Amadeu
MAIS GRAVE! Como as tecnologias midiáticas afetam as sensorialidades auditivas e os códigos sonoros contemporâneos
Vinicius Andrade Pereira e José Cláudio Castanheira

Esse artigo está demais e tem até um blog complementar onde você pode testar a sua audibilidade por níveis de freqüência (talvez só esteja desbloqueado na quinta mesmo http://www.maisgrave.blogspot.com/)

Plataromas de música online: práticas de comunicação e consumo nos perfis - Adriana Amaral - UTP

Se você gosta de Madonna também vai gostar de Britney! Ou não? Gêneros, gostos e disputa simbólica nos sistemas de recomendação musical -  Simone Pereira de Sá - UFF

As inscrições já encerraram a muito tempo, então nem adianta dar o serviço. Depois eu publico as impressões.

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Add comment Junho 2nd, 2009 at 11:31amAna Erthal

Composição Instantânea por Damo Suzuki

Para o “pequeno e quieto” Damo Suzuki informação é menos importante que experiência e excesso de informação nos torna menos criativos. “É mais fácil que as pessoas me odeiem e odeiem a minha música. Assim sou eu”. Damo mostrou exatamente como é a nossa paisagem sonora contemporânea e as nossas novas audibilidades. Pra variar, nem todos os presentes estavam preparados para essas novas afetações… nem para o elemento surpresa, parte constituinte de um músico que só trabalha com a espontaneidade.

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Damo, Simone Sá, Arthur, JP Caron e Vinicius Pereira

 

Veja aqui mais vídeos do CECC

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Add comment Maio 26th, 2009 at 11:18amAna Erthal

Entretenimento e Audibilidades Contemporâneas

Acontece, hoje, dia 25 de maio, a 3ª edição do ciclo de debates do Consórcio de Entretenimento e Cultura Contemporânea(CECC). O tema deste mês é “Entretenimento e Audibilidades Contemporâneas” e terá como convidado especial o músico Damo Suzuki, ex-vocalista da banda alemã Can, trazido ao Rio de Janeiro em parceria com a Plano B. A proposta  deste encontro é, — através de um diálogo entre Simone Pereira de Sá (antropóloga e professora do PPGC-UFF), o músico Jean-Pierre Caron, o jornalista Arthur Dapieve e o músico Damo Suzuki — pensar a transformação das audibilidades contemporâneas. Esta transformação pode ser apreendida através dos novos suportes de escuta musical (como os mp3 e os celulares), de novos códigos sonoros como aqueles trazidos pelos gadgets e games, de movimentos culturais como a noise music e o circuit bending, de novas práticas de entretenimento como as salas de cinema multiplex e seus sistemas imersivos de distribuição de sons, de novas linguagens publicitárias, como aquelas que propõem o desenvolvimento de logos sonoras etc. De uma maneira geral, iremos explorar o cenário sonoro contemporâneo a partir, fundamentalmente, das práticas de entretenimento em curso. A idéia é tentar lançar um pouco de luz sobre como as audibilidades se transformam hoje, inaugurando novos códigos sonoros que, por fim, afetam as práticas de comunicação e a própria cultura contemporânea. Ao final do debate o músico Damo Suzuki realizará uma performance apresentando o seu conceito de instant composing, junto com os seus sound carriers (ver texto sinopse sobre o músico, abaixo) que utilizarão instrumentos musicais e gadgets variados (celulares, brinquedos eletrônicos, games etc), para acompanhar o músico.

SERVIÇO: Dia 25 de abril, segunda-feira; 19h; Teatro Oi Casa Grande: Avenida Afrânio de Melo Franco, 290, Leblon. Rio de Janeiro. Entrada franca mediante inscrições no site www.espm.br. Mais informações pelo telefone (21) 3523-2323

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Add comment Maio 25th, 2009 at 09:44amAna Erthal

Tatilidade no InterAct

O InterAct foi um evento maravilhoso, consagrando mais uma vez a excelência do iMasters na organização do evento.
A palestra já está disponível aqui e estou aberta para compartilhar muito mais com quem estiver interessado. O conteúdo é denso, extenso e o que levei representa menos que 20% das nossas pesquisas sobre as sensorialidades e as dinâmicas comunicacionais.

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Add comment Maio 25th, 2009 at 09:39amAna Erthal

InterAct 2009

Vem aí o InterAct 2009, um evento organizado pelo iMasters focado em criação e planejamento digital que é uma sequência do projeto iMasters InterMinas, que foi o maior evento de internet já realizado em Minas Gerais, e que mudou de nome e de foco para se tornar um grande evento nacional. Serão 600 pessoas prestigiando o teatro principal do Hotel Ouro Minas e um lounge inovador com um workshop interativo, além das áreas comuns para networking e produção de conteúdo, durante o dia 23 de maio de 2009.

Eu me apresento às 9h falando sobre comunicação tátil, tecnologia tátil e cultura tátil. As inscrições encerraram, mas quem ainda tiver interesse em participar pode entrar numa fila de espera, basta mandar e-mail para interact@imasters.com.br.

Vejo vocês lá!

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2 comments Maio 4th, 2009 at 11:56amAna Erthal

A linha tênue entre arte e tecnologia

A pesquisadora Machiko Kusahara (Universidade Waseda, Tóquio e UCLA, EUA) esteve na segunda edição do Consórcio de Entretenimento e Cultura Contemporânea (CECC) pra falar sobre as fronteiras entre arte, tecnologia e entretenimento. Além de fazer um raio X de tudo o que está acontecendo na cultura visual japonesa - o que ela chama de Device Art - ela mostrou as criações mais recentes de aparelhos “robôs de arte”. Ela mostrou em sua palestra também que há um caminho para a arte ser valorizada na tecnologia e questionou se os designers poderiam ser engenheiros e artistas ao mesmo tempo. A resposta veio via Twitter, por Bruno Ribeiro, que sugeriu o vídeo abaixo:

Artigo publicado originalmente no blog do grupo de sensorialidades da UERJ - Tecnopalatovisuaudiofatatil (ou Tecnosensorial).

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Add comment Abril 29th, 2009 at 10:38amAna Erthal

Fronteiras entre Artes, Tecnologias e Entretenimento

Esse é o tema da segunda edição do Consórcio de Entretenimento e Cultura Contemporânea (CECC), que vai rolar no dia 27 de abril, às 19h30, no teatro Oi Casa Grande, com entrada franca. Quem vem nos prestigiar é a pesquisadora de cultura visual e Device Art, Machiko Kusahara (Universidade Waseda, Tóquio e UCLA, EUA). Como debatedores estarão presentes os pesquisadores e professores André Parente (ECO/UFRJ) e Erick Felinto (PPGC/UERJ) e a escritora e jornalista Cora Rónai (O Globo). Machiko Kusahara é professora na Uversidade Waseda, em Tóquio(Japão) e Professora Vistante na UCLA(EUA). Ela tem sido curadora de mostras de arte digital desde 1985, e esteve envolvida em projetos importantes como a fundação do Tokyo Metropolitan Museum of Photography e do ICC – The Intercommunication Center of Tokyo. Suas pesquisas, de caráter interdisciplinar, conectam campos distintos como arte, ciências, tecnologias, cultura, sociologia e história. Suas publicações mais recentes incluem analises da cultura visual japonesa, em uma larga perspectiva histórica que vai desde técnicas e dispositivos visuais pré-cinema, como as lanternas mágicas e os panoramas, até a contemporaneidade, com o que ela nomeia como Device Art. A abordagem sensível presente nas investigações de Machiko Kusahara acaba por nos revelar como são tênues as fronteiras entre arte, tecnologia e entretenimento.

 Inscreva-se aqui.

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2 comments Abril 17th, 2009 at 07:51amAna Erthal

Toque Puro

“Está verificado, para além da possibilidade de dúvida, que [Laura Bridgman] não pode ver um raio de luz, não pode ouvir um mínimo som e nunca exerce o seu sentimento de cheiro, se ela tiver qualquer. Assim, sua mente está na escuridão e na imobilidade, tão profunda como a de um túmulo fechado à meia-noite. De belas visões e sons doces ou odores agradáveis, ela não tem nenhuma concepção; no entanto, ela parece tão feliz e lúdica como um pássaro; e o emprego das suas faculdades intelectuais, a aquisição de uma idéia nova, dá-lhe um prazer vívido, que caracteriza-se claramente no seus recursos expressivos. Ela nunca parece discontete, mas tem a flutuação e festividade da infância. Ela gosta de diversão e de jogar energicamente e quando brinca com o resto das crianças de suas risadas ressoam em alto som no grupo.

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Quando deixada só ela parece muito feliz se fica com seus bordados que irão ocupá-la por horas; se ela não tiver nenhuma ocupação, ela se ocupa por diálogos próprios imaginários, ou recorda o seu passado de impressões; ela conta com seus dedos ou deixa claro nomes das coisas que ela recentemente aprendeu, no alfabeto manual de surdos-mudos. Nesta auto-comunhão solitárias ela raciocina, reflete e argumenta; se escreve uma palavra errada com os dedos de sua mão direita, bate nela com sua esquerda, como seu professor faz, em sinal de desaprovação; se acerta, em seguida, ela acaricia sua própria a cabeça e parece satisfeita. Ela por vezes deliberadamente especifica uma palavra errada com a mão esquerda, parece traquinas por um momento e ri, em seguida ataca a mão esquerda com a mão direita, como se estivesse a corrigi-la.
Durante o ano, ela atingiu grande destreza na utilização do alfabeto manual de mudos e surdos; e ela deixa claro as palavras e frases que ela sabe, tão rápida e esperta que somente aqueles habituados a este idioma podem seguir, com o olho, as propostas rápidas de seus dedos.
Mais maravilhosa que a rapidez com que ela escreve seus pensamentos mediante o ar, ainda é a exatidão fácil com a qual ela lê as palavras, assim, escritas por outros, segurando suas mãos nas dela e seguindo cada movimento de seus dedos,  como letra após letra formam o significado a sua mente. É desta forma que ela conversa com seus colegas cegos; e nada pode mostrar mais energicamente o poder da mente na força desse propósito do que um encontro entre eles.
Quando Laura percorre um atalho, com suas mãos propagando-se antes dela, ela sabe instantaneamente cada um que ela encontra e transmite-lhes um sinal de reconhecimento; mas se é uma menina de sua idade e especialmente se uma de suas favoritas, há instantaneamente um sorriso brilhante de reconhecimento, um emaranhado de abraços, um compreender das mãos, e um rápido telegrama entre os dedos minúsculos cujos rápidos movimentos transmitem os pensamentos e sentimentos de uma mente para outra. Há perguntas e respostas, intercâmbio de alegria ou tristeza; existem uniões e separações, simplesmente como entre crianças com todos os seus sentidos.”

Por Samuel Gridley Howe, 1838 (no livro Touch de Constance Classen)

Laura tinha sete anos quando entrou para o New England Asylum for the Education of the Blind em Bostom. Ela contraiu escarlatina aos dois anos, era cega, surda e muda e não se sabe se era capaz de perceber sensações olfativas. A linguagem que Howe desenvolveu pra ela foi usada por muitos outros portadores de deficiências, entre eles Anne Sullivan e Helen Keller. O que fica registrado aqui é apenas aquilo que não vale como cientítico.

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Add comment Abril 7th, 2009 at 04:48pmAna Erthal

Pergunta pra Roberto DaMatta

A palestra do ilustre antropólogo foi concorrida demais e quando acabei a pergunta, o Vinícius auditava as perguntas que iam entrar e acabei perdendo minha chance… Mas a minha pergunta era a seguinte - os termos entre chaves representam os pensamentos mais detalhados que não estavam no papel-:

“No prazo de uma geração [eu acredito que até menos, se contarmos a internet presente apenas nos últimos 12 anos] tivemos uma enorme mudança em termos de tecnologia e entretenimento que alterou o modelo de consumo da sociedade [consumimos tecnologia, entretenimento e conteúdo e eles nos afetam nas dinâmicas diárias]. Isso afeta a relação entre as pessoas. Gary Small em seu livro iBrain diz que para cada uma hora de interação via computador temos meia hora a menos de interação face-to-face. Você desconstrói a palavra Entretenimento, dizendo que o que se chama entretenimento pode ser uma mentira ou uma coisa muito simples: uma banalidade. E enquanto muitos se entretêm e criam suas próprias redes digitais de relacionamento, estudos de Harvard mostram que jovens e adultos lêem por prazer [como nunca antes] e não por exigência do processo educacional. Você citou Thomas Mann várias vezes “Tudo tem começo, meio e fim”. Já que a velocidade acelerada do nosso tempo não marca muito bem o final das coisas, será que esse seria um começo de outro movimento, talvez voltado para a verdade e para os prazeres reais [e não efêmeros] da vida? [Será que os jovens já não perceberam que é mais interessante um relacionamento duradouro e verdadeiro a um compromisso casual? Será que o entretenimento não invadiu tanto as nossas vidas que agora precisamos de algo interessante para nos entretermos? Será o fim da banalidade?]

A pergunta era curtinha, mas o caminho de volta pra casa era longo…

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1 comment Março 31st, 2009 at 05:54pmAna Erthal

Entretenimento e Relações Sociais no Brasil Contemporâneo

Esse é o tema do primeiro encontro promovido pelo Consórcio de Entretenimento e Cultura Contemporânea, que será realizado na segunda, dia 30 de março, no Oi Casa Grande, no Rio de Janeiro.

O antropólogo Roberto DaMatta será o primeiro palestrante e durante todo ano profissionais e pensadores de todo mundo (inclusive Derrick de Kerckhove) se reunirão para esses encontros que serão mensais e abertos ao público.

O evento é uma realização da ESPM, do PanMediaLab e da Globo Universidade.

Aparece por lá!

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3 comments Março 28th, 2009 at 01:40pmAna Erthal

Iron Maiden

Nunca mais conto como foi. Veja com seus próprios olhos!!!!

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3 comments Março 25th, 2009 at 06:49pmAna Erthal

Mp3 for free

MusicPlaylist
Music Playlist at MixPod.com

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Add comment Março 18th, 2009 at 09:29pmAna Erthal

I’m too tech for my brain

Toda vez que se fala sobre tecnologia é a mesma coisa: “Estamos vivendo uma revolução”. Então me diga, francamente, desde quando não vivemos uma revolução? O único momento estagnado na história da humanidade, em que muito pouco progresso pode ser feito foi na Idade Média, porque se qualquer pessoa falasse ou fizesse alguma coisa que desagradasse a Deus ela virava churrasquinho. Ainda assim tivemos Leo da Vinci que só não foi preso porque trabalhava pro governo e Diderot que ficou só quatro meses na cadeia.

A única diferença é a velocidade em que conhecemos as coisas. Tecnologia sempre houve, o tempo todo simultaneamente em vários lugares do mundo. A diferença é que hoje temos a informação na era da instantaneidade, bateu - levou.

O que é mais importante disso tudo, na minha opinião, ninguém está pensando: as mudanças sensoriais que o nosso corpo está experientando e sofrendo. Tá todo mundo preocupado se compra Nokia ou iPhone, telefones que são distribuídos gratuitamente no Japão porque a tecnologia deles é considerada “inferior”. Se compra tv full hd, ‘lsd’, 60′…. enquanto na China a onda é ver novela brasileira no celular.

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Enquanto isso nosso corpo é totalmente reprogramado. Somos capazes de ver tv, ler e-mail e falar ao telefone ao mesmo tempo. Isso porque a minha geração não nasceu digital, ela é imigrante. Os nascidos digitais fazem muito mais coisas ao mesmo tempo e claro, largam tudo ligado e espalhado pela casa. Mandamos muitos mais estímulos pro nosso cérebro e a plasticidade neural é tão incrível que se adapta às novas demandas como forma de sobreviência, é o darwinismo neural. É por isso que os nossos avós são tão ativos, podem ser lentos, podem não entender a mecânica do novo mundo, mas estão bombando o cérebro diante das tecnologias.

A modernidade, a chegada do cinema, da urbanização, dos bondes elétricos, da própria luz elétrica, do telefone, dos prédios, tudo isso já foi uma revolução. A roda, o fogo, a moradia, a escrita há mais de cinco mil anos…. Estamos todos o tempo criando novas tecnologias e pensamos nisso. Mas não pensamos em como nosso corpo reage e se altera para essas experiências. Como a modernidade exigiu um novo jeito de olhar o mundo, prestando atenção nas ruas ao caminhar.

A grande revolução está na maneira que devemos olhar nosso corpo. Como mudamos o modelo de cognição com os games; como mudamos nosso modelo de olhar com os games, com o telefone celular e com os e-books; como mudamos nosso modelo tátil ao lidar com as substâncias das telas de computadores, telefones celulares, câmeras digitais e totens; como alteramos nossas habilidades hápticas ao desfrutar momentos divertidos com o Wii; como nos preparamos para enfrentar o mundo real por meio dos os jogos de estratégia; como dirigimos melhor depois de Enduro (rs).

Nosso cérebro processa informações 4 bilhões de vezes mais rapidamente que o computador mais veloz dos dias de hoje. Isso significa que talvez implantem chips na pele pra aumentar nossa capacidade de armazenamento e nossas sensorialidades, ou talvez o corpo mesmo, sozinho, faça um upgrade.

O que vai ter que mudar obrigatoriamente são duas coisas: o modelo de ensino e o modelo de trabalho. Quem não está interessado em participar disso começando a partir de agora, estará fora da revolução. Mas isso eu vou deixar pra outro post, porque esse já tá grande.

 

Obs.: o título é um subtítulo do livro iBrain, e a imagem é do livro Sensorium, da Caroline Jones.

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1 comment Março 4th, 2009 at 07:17amAna Erthal

“What a man can do, or what a man can´t do”

Run: suspended
Rom: suspended
Drive: suspended
Stairs: suspended
Parlay: suspended
Jump: suspended
iPod shuffle: suspended
Dates: suspended
Eat: suspended
Sleep: suspended
Clube dos Canalhas meeting: suspended (Kdu, clicaqui)
Play futebol: suspended
Think: allowed
Read: allowed
Write: allowed
Iron Maiden: allowed

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2 comments Fevereiro 25th, 2009 at 10:00amAna Erthal

Fisiologia chinesa do tato

Na Antiga China (bem como na Antiga Índia) o corpo era percebido como uma cópia miniaturizada do universo. A medicina chinesa usava o pulso, a pulsação sanguínea como diagnóstico para várias doenças, como relata o texto “Seven sorts of pulses which indicate danger of death“, que data três séculos a.C.. Claro que o tato desempenha o papel principal, pois é pelo toque que se examina diferentes tipos de pulso. Diz o texto: “Se o movimento do pulso se assemelha a rápidas bicadas de pássado há uma falha com os espíritos do estômago o que pode indicar que o coração desempenha suas funções, mas está doente, e que o sangue não está em boas condições”. Durante muito tempo eu medi o pulso durante a corrida, depois os batimentos ficaram mais baixos e regulares e perdi o hábito de colocar dois dedos sobre o punho e contar. Ainda assim, jamais saberia dizer as condições do sangue, do coração ou de qualquer outro órgão que fosse.

obs.: programado para as 10h da terça de carnaval, porque o wordpress agenda horário de publicação.

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Add comment Fevereiro 24th, 2009 at 10:00amAna Erthal

Tato: extremista entre os sentidos

Há uma deliciosa contradição em De Anima, o tratado da alma, de Aristóteles. Ele classifica os sentidos duas vezes: num primeiro momento ele coloca os olhos como o principal órgão de sentido e o tato por último. Depois, ele classifica o tato como o primeiro, pois só através do tato o homem alcançaria altos níveis de desenvolvimento. Ele mesmo explica que coloca a visão em primeiro lugar por ordem de mérito. De acordo com Aristóteles, cada função é determinada por um objeto, assim, aplicado aos sentidos, significa que cada órgão de sentido é associado a um objeto de percepção. Pra ele, o órgão que designa o tato não seria a pele, mas sim o coração, pois aquilo que nos toca ressoa em todo nosso corpo, mesmo que haja um agenciamento (como um escudo) a percepção é simultânea.

Obs.: Agendado para domingo de carnaval, porque aqui no wordpress eu pude marcar o agendamento de publicação para os próximos vinte dias que estarei offline.

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Add comment Fevereiro 22nd, 2009 at 10:00amAna Erthal

Botão de desligar

Eu gostaria muito de ter um botão “Desligar”. Mas eu não tenho. Eu simplesmente não consigo viver imune ao todo que me incomoda: negligência, pobreza, discriminação, abuso, medos, sonhos, pressões pra se ajustar, estresses desnecessários, ignorância, falta de atitude, preguiça mental, preguiça física, microcelebridades, microautoridades, injustiças, falta de confiança, ausência de caráter, mentira, falso moralismo. Eu fiz isso com a política há oito anos e foi bom me desligar desse mal que temos na sociedade. Mas eu não consigo ainda ser blasé no meu dia-a-dia, nos meus compromissos de trabalho, meus compromissos acadêmicos, minhas responsabilidades com quem gosta de mim e com quem eu gosto. Isso tudo me faz mal e eu não consigo desligar.

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Add comment Fevereiro 18th, 2009 at 12:13amAna Erthal

Uma cultura essencialmente tátil

A maior feira de eletrônicos acontece todos os anos em Las Vegas: a Consumer Eletronics Show, que reúne fabricantes e desenvolvedores de produtos que um dia chegarão em nossas casas.

Grande parte das inovações tecnológicas apresentadas esse ano indicavam que a interação do futuro será mediada pelas telas táteis. Desde TVs com widgets, mixando internet e programação digital até câmeras fotográficas sem botões, vai ser tudo touch screen.

O Windows 7, por exemplo, será capaz de compreender uma gramática gestual; a Sony lançou o modelo DSC-G3, uma câmera com wi-fi para compartilhamento com computadores, celulares e outras câmeras, e claro, com touch screen para que o usuário possa transitar entre as funções da câmera e da rede. A LG lançou um relógio touch screen com capacidade de navegar a 7.2 Mbps com uma conexão 3G HSDPA que permite transmissões de vídeos. A Palm lançou um modelo muito parecido com o iPhone, mas segundo os especialistas, com uma plataforma muito mais robusta e muito mais sensível ao toque do que o concorrente da Apple. A Samsung uVend machine tem uma tela de toque que permite ao consumidor comprar um refrigerante.

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Jakob Nielsen falou à revista Forbes que não existe nada mais intuitivo do que o contato com a ferramenta sem mediadores como o mouse. Para ele, touch screens funcionam melhor para aplicações que tenham muitas opções, como telefones, terminais automáticos de atendimento e aparelhos portáteis. “Maximizar o espaço da tela é um ganho para aparelhos móveis”, disse.

Ele defendeu também que o touch screen não é uma tecnologia para todos, afinal é necessária a aprendizagem da complexa linguagem gestual para a operação de cada aparelho.

É esse conjunto de novas tatilidades, esse novo acervo gestuário, essas novas técnicas corporais que vão nos inserir numa cultura cada vez mais tátil, mesmo que estejamos manipulando substâncias e não objetos.

Post Category: Tecnosensorial

Add comment Fevereiro 16th, 2009 at 05:37pmAna Erthal

Obama HighTech: o homem que derrubou o Google e a Apple

Reconectar americanos com a democracia de um novo jeito. Esse foi o mote de Barack Obama para explicar toda a sua estratégia digital de campanha e a política de tecnologia que já ta rolando na Casa Branca e nos “States”. A gente tem que falar a verdade, o cara é bom, mas mete #medo.

Descubra o que o presidente dos EUA é capaz de fazer pra ficar conectado: sintonize na minha Antena no Mundo Oi.

Post Category: Mobile Technologies

1 comment Fevereiro 13th, 2009 at 02:45pmAna Erthal

Hologramas coloridos deixam Jedis perplexos

Os hologramas viraram moda em todo tipo de evento e as diversas técnicas para reprodução de imagens em três dimensões se espalham rapidamente, teletransportando bandas, ícones dos esportes e até o Princípe Charles (!) para palcos geograficamente muito distantes. A Musion Eyeliner é uma empresa britânica que tem uma projeção holográfica em alta definição em uma tela especial semitransparente. Já em 2006 eles foram responsáveis pela projeção de Gorillaz e Madonna no Grammy Awards, mas parecia aquela técnica de espelhos usada por ilusionistas do século XVIII. Nesses dois anos, a tecnologia evoluiu muito.Confira o vídeo com o campeão de F1, Lewis Hamilton. Superou as trasmissões de Anakin Skywalker.

Post Category: Tecnosensorial

Add comment Fevereiro 12th, 2009 at 04:58amAna Erthal

Rastreamento Ocular pelo Google: nada mudou

 

Continuamos a varrer e percorrer a tela como fazíamos em 2006

O Google divulgou hoje a pesquisa sobre rastreamento ocular que realizou em seu centro de pesquisas. O warm map agora é chamado de Triângulo Dourado e mostra que os olhos se concentram em examinar os primeiros resultados da busca. Mesmo assim, o desenho ainda é bem semelhante ao do Nielsen Group, divulgado em 2006. A pesquisa investigou páginas com e sem thumbnails de vídeos e imagens no retorno da busca. A diferença no modelo de rastreamento não foi significativa.

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Add comment Fevereiro 10th, 2009 at 10:55pmAna Erthal

A TV que se cuide

Enquanto a TV Digital - que era a promessa de interatividade - evolui capenga, outras iniciativas na internet conquistam terreno rapidamente. Pra que esperar pela grade de programação se podemos decidir o que queremos ver na hora que bem entendermos? AllTv, JustTv, T!V!.tv ganharam o terreno da Tv Digital oferecendo acesso à informação de uma forma democrática, interativa e personalizada.

Mas não é só no quesito conteúdo que a TV está perdendo para a web. Ela perde também e muito em portabilidade e em mobilidade. A Microsoft realizou uma pesquisa para ver a preferência da audiência em três tipos de telas - a televisão, o computador e o celular - e constatou que 300 milhões de pessoas preferem as duas últimas telas em vez do monolito na sala de estar.

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De acordo com a pesquisa:

- 60% ainda preferem a TV, principalmente para assistir a seriados, notícias e filmes
- 30% preferem o computador para baixar seriados, clipes jornalísticos, musicais e esportivos, youtube e manchetes
- 10% usam o celular para clipes musicais, notícias curtas e vídeos caseiros

Os brasileiros aderiram às novas telas: 94% já viram vídeos pelo computador e 21% vídeos no celular. Enquanto isso, apenas 37% dos franceses já assistiram a vídeos online e (pasmem!) 93% dos americanos nunca assistiram a vídeos no celular.

Esse triedro já domina nosso dia-a-dia e a TV não vai sair de cena, o que ocorre é apenas a reconfiguração do modelo de utilização de cada telinha.

Post Category: Mobile Technologies

Add comment Janeiro 2nd, 2009 at 03:16pmAna Erthal

Microondas cantam Jingle Bells

Jingle Bells tornou-se hit digital de Natal depois que foi cantado por 49 microondas sincronizados no tempo de cozimento. Deu um trabalhão pra Bikini e AKQA Film.

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Add comment Dezembro 24th, 2008 at 03:19pmAna Erthal

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