Não é segredo pra ninguém que estou fazendo uma pesquisa sobre interfaces táteis, os amados e idolatrados e mais queridos touch screen. Você pode ajudar participando da pesquisa. Responda o questionário e faça sua opinião valer nas estatísticas. Muito obrigada!
A Hortifruti usa a linha das “estrelas” há dois anos, trocando os “filmes” em cartaz com um toque de inteligência e deboche. Agora eles se superaram. Em vez de trazer o “Chuchureck”, ou “Kiwi Bill”, eles estão convocando todo mundo pra fazer filmes e ainda descolar uns prêmios (TV, câmera touch, ipod touch). Até o banner do site é engraçadinho - você pensa que é um player… Confira e participe: www.hortifruti.com.br/
Foi o Allan Kirsten que mandou, mas ele não sabe quem é o dono, então eu vou colocar aqui, a hora que o dono aparecer eu coloco na legenda direitinho.
Vou aproveitar pra fazer minha homenagem ao amigo Allan Kirsten que compartilhou comigo sua teoria: se você não tem ninguém pra pagar, quem paga o pato é você. Ela funciona assim como na cadeia alimentar: aquele que se alimenta de vento é o último a ser devorado, e aquele que come carne, vegetais, terra e vento continua no topo da cadeia. A águia. Segundo o amigo, o paradigma atrofiado da cadeia do design seria assim: uma empresa enorme contrata uma agência, que contrata outra agência, que contrata outra agência, que contrata um designer, que não contrata ninguém, mas esse cara pensa. E por isso ele paga o pato. Porque esse cara não tem como pagar ninguém pra pagar o pato pra ele… ah! Designer só paga mesmo é garçom. E na maioria das vezes é amigo dele. Pô!
Post Scriptum 2 hooras depoisium do postium: Amigo é uma coisa estranha. Eu falo dele no meu blog, eu divulgo sua teoria e ele me liga reclamando que eu não fiz o link no nome dele. Tái seus links. ALLAN KIRSTEN É AMIGÃO, MAS É BRAVO! (rs) E o De Paola ainda foi me zoar no Twitter me chamando de Tia Gagá. Vcs estão estranhos essa semana.
De todas as promessas de futuro imagináveis e imaginárias, acho essa proposta a mais divertida. Só faltou no projeto Ringo, do Ivan Tihienko, receber uma ligação holográfica, a exemplo da tecnologia Jedi. Ia ser mais interessante do que responder e-mails teclando no ar. Dentro do conceito tátil, móvel e wi-fi, o Ringo oferece um sem número de possibilidades, uma delas seria o reconhecimento e localização nas redes sociais. Você poderia ser avisado pelo Orkut quais dos seus amigos estão próximos de você geograficamente falando. Dica do amigo Maurivan.
Entre os dias 10 e 13 de novembro vai rolar o II Simpósio ABCIBER (Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura), na PUC-SP. Eu ainda não sei quando me apresentarei, mas vou levar o artigo “Touch Screen: a reprogramação das sensorialidades numa perspectiva tridimensional”. Me perguntaram se eu queria algum recurso áudio-visual para a apresentação, achei muita graça. Foi a mesma sensação de estranhamento que os telefones para deficientes auditivos causaram na web essa semana. Vou levar um recurso tátil, mesmo. Acho melhor, já que estarei abordando o touch screen.
Temos mais motivos para comprar um Chevrolet: o Volt está chegando. Ele foi oficialmente apresentado no 25º Salão do Automóvel de São Paulo e deve estar nas ruas dos Estados Unidos em 2010. É a promessa de um futuro mais limpo e sustentável no setor automotivo. Não produz poluentes, nem mesmo os sonoros. Atinge 160 km sem um barulhinho sequer. Confira:
Estamos em 2009, eu tenho 34 anos. Antes de sair de casa para o trabalho, eu conto pro meu celular as minhas principais tarefas daquele dia e ele inputa no calendário. Pego um ônibus e ligo eu meu celular, sempre olhando pra frente – para o alto e avante! – e enquanto ele vai mapeando a cidade pra mim, ele também vai etiquetando as ruas, os estabelecimentos, as repartições públicas, os restaurantes, os cafés, as livrarias, os supermercados.
Como assim? Eu entro na rua do Ouvidor, por exemplo, e a tela do telefone imediatamente mostra e etiqueta o restaurante Gula Gula, além de me contar qual é o prato do dia. Vou subindo a rua em direção à Av. Rio Branco e aparece mais uma etiqueta: na Saraiva Mega Store tem o livro que eu tinha agendado para comprar hoje. Mais alguns passos e ele etiqueta meu local de trabalho, pronto, estou atrasada para a reunião!
Tá achando isso a maior viagem? Então se liga!
A TonchiDot lançou a Sekai Camera, que na verdade é um sistema que permite a “geonavegação semântica online” (adoro esses termos), que na verdade é exatamente esse cenário descrito acima. Enquanto você caminha em qualquer parte do mundo, a tela do seu o celular tátil vai etiquetando tudo o que pode ser etiquetado e mais um pouco.
O sistema usa o GPS do aparelho para localizar o usuário e os objetos etiquetados que constam no banco de dados e que estejam perto daquele local.
Não vai ser sensacional? Aperte o cinto pra essa viagem alucinante.
O dia começou com um atraso “meteoro” no SDU que me fez trocar uma idéia com o Supla, o irresistível charada brasileiro, que me contava suas peripécias literárias quando foi interrompido pelo telefone. Resolvi saber então do Raul Queiroz, que já tinha desistido de ir, preferiu repor o sono da beleza e graças a essa conversa localizei o Cassano no aeroporto e aí eu, que tava quase desistindo, decidi ir. Chegamos quase às 11h ou mais que isso. Encontrei o Baeta logo de primeira e “ah, parabéns, amigo! Isso vai ser lindo!”. Só tiveram problemas porque o Shopping só liberou o teatro depois da peça teatral. Esse foi realmente o que enrolou a vida do Luli, Dulcetti, Formagio, Seixas, Mackeenzy e cia. Localizei Marcelo Ferraz e rimos muito mesmo dos Dez Necessários. Com o bucho muito vazio, seguimos pro almoço com os ilustres: Beto Largman, Allan Kirsten, Michel Lent, Cris Dias e Bruno Ribeiro. Hum… bateu um soninho, mas prestar atenção em duas palestras me fez acordar. Encontrei o companheiro Paulo Rodrigo no coffee break, e tome mais uma rodada deaprendizagem sobre SEO. Paulo, “EU QUERO UM LIVRO!!!”, lança logo isso rapá! Enfim… inovação, Fat5, palestras simultâneas pra acompanhar o ritmo do processamento mental contemporâneo, whuffies e muito, muito o que aprender. Ah! quase esqueci. Escreveram meu nome errado no vídeo e soube que nem deu pra ouvir, então coloquei ele no Youtube (já sei que tenho que colocar no Videolog tb).
Dia 25 de outubro, os melhores da internet do Brasil estarão reunidos em Sampa.
As inscrições encerraram há duas semanas, mas se você quiser conferir o programa, clique aqui.
Explorar o mestre McLuhan tem duas vantagens: você aprende sobre o passado e o futuro do mundo e aprende sobre si mesmo. Ele me levou até Homero e revendo todo o modelo oral de aprendizagem com Havelock eu recuperei meu próprio método de aprendizagem a partir da quinta série: uma enorme lousa verde, muitas cores de giz, os livros abertos em cascata num banco alto ao lado, e muitas, muitas tardes solitárias no quarto dos fundos da nossa grande casa, repetindo em voz alta enquanto escrevia e explicava até gravar aquela massa de informações, ou até ser interrompida pela chegada do meu pai, ao cair da noite.
Durante minha passagem pela Suíça, fui aprendendo um pouquinho do alemão do dia-a-dia, como comprar tíquetes nos trens, bom dia, com licença etc. até o nome das cidades. Minha amiga Erika, doce anfitriã, me dizia que eu falava “direitinho”. Também entendi o porquê com Havelock: eu não imagino como se escreve “nexste ralte” mas, sei que significa próxima parada (do trem). Tentei aprender pela sonoridade de cada palavra e não pela sua impressão, aliás que tinha mais dificuldade em ler. Não guardo imagens visuais das palavras que aprendi, mas guardo a imagem sonora delas.
Na oitava série, minha lousa foi substituída por um enorme quadro branco, recoberto por vidro e nem minhas roupas nem o chão do quartinho sentiram mais o gosto do giz. Coisas do meu pai, que um dia foi mais tecnológico do que eu.
A escassez das postagens no blog tem um bom motivo: estou debruçada sobre a comunicação multimodal, estudando qualitativamente esse fenômeno contemporâneo. Já falei sobre sensorialidades auditivas, visuais, olfativas e até sobre a sinestesia. Tudo o que sei sobre o tato estou usando na pesquisa, portanto… vou manter os lábios selados a esse respeito.
Falando em lábios, na minha exploração da obra A Natural History of the Senses, encontrei no capítulo Touch, uma curta passagem sobre Kissing. Não conseguir me desviar dele e acabei reencontrando poesia e passado no texto.
Ela diz que ao beijar, nós compartilhamos a respiração, abrindo uma parte impenetrável de nosso corpo para o amante. Nos abrigamos em seqüências de beijos quentes. Bebemos da fonte do outro em sua boca. Inciando uma jornada de beijos no corpo do outro, mapeamos um novo terreno, as mãos e os lábios. É como se experimentássemos a peregrinação do toque que nos conduz ao templo de nossos desejos. “O beijo pode acontecer em qualquer lugar entre pessoas que se gostam em sinal de profundo sentimento. Há beijos selvagens, beijos famintos, beijos de língua, e há os suaves como plumas. O beijo é o máximo em volúpia, é o consumo de tempo e do espírito no labor doce do romance.”
O texto ainda relata quando se iniciou o hábito de beijar na boca e quais são os costumes beijoqueiros de determinadas culturas. “Nossos lábios são deliciosamente macios e sensíveis. Suas sensações táteis são representadas por uma grande parte do cérebro, e o que as ativa é o beijo. Nós não beijamos apenas romanticamente. Beijamos os dados antes deles rolarem, beijamos nossos dedos machucados ou dos outros, beijamos bandeiras, imagens relgiosas, fotografias. Na Idade Media, quando nem todos ainda eram letrados, os documentos exigiam uma assinatura legal que era marcada como um X. Muitos pensavam que significava um crucifixo, mas o X representava um beijo”.
Na complexa linguagem do amor, há uma palavra que só pode ser falada pelos lábios, quando eles se encontram. Um contrato silencioso, selado por um beijo.
Ele é feio, sem jeito, o celular dele é do século passado, a roupa é ri-dí-cu-la, e pra finalizar, ele dançando é tosco. Mas é muito original e engraçado. Recomendo a parte um e a parte dois.
A aula do professor Derrick na UERJ foi mais curta do que eu gostaria, mas mais inspiradora que ela, não seria possível. Derrick concentrou sua apresentação em descrever o que está Expirado na internet e nas redes, do que estamos Cansados e o que significa estar Conectado nesse momento. Uma brincadeirinha com as palavras Expired, Tired and Wired. Veja aqui a entrevista que ele conceceu ao professor Vinícius Andrade Pereira no Globo de domingo.
Houve um tempo em que toda a cultura e a história da humanidade eram transmitidos de geração em geração através da poesia. Era mais ou menos um transe hipnótico: os homens se reuniam e realizavam as narrativas rítmicas memorizadas, recitando leis e épicos por horas a fio. Não era permitido interromper o processo, pois a memória só poderia ser conservada numa seqüência imagética ininterrupta. A cultura oral não contava com a palavra escrita.
Com a mudança da tecnologia da comunicação para a escrita houve uma revolução, lentamente desencadeada, mas que marcou a passagem para a Cultura áudio-visual. O homem se especializou, organizou e nomeou as coisas. A escrita liberou o homem do seu transe mnemônico e rearranjou a energia psíquica, canalizando-a para o que então precisava ser escrito. Toda a memória do mundo estaria gravada nas letras e não num sonho poético e isso permitiu ao homem ter mais tempo para pensar. Platão diz que o momento do ingresso da escrita marca também o início da descoberta do “eu”, em que o indivíduo tem como objeto de reflexão o “self”. O homem poderia finalmente interromper os processos mnemotécnicos e sugerir, questionar, criticar.
Já passamos pela cultura áudio-visual, pela cultura elétrica de McLuhan e agora estamos na Era Digital, em que somos afetados pelo excesso de informação, ausência de tempo e de espaço. Com o telefone celular, nos tornamos presentes em todos os lugares a qualquer hora. Estamos em constante pressão por mudança. O que me atormenta é: como as nossas tecnologias comunicacionais estão mudando a nossa cultura? As tecnologias nos libertam ou nos oprimem? Caminhamos para uma macro convergência das mídias ou para uma macro pulverização? … Quais seriam as chances de sobrevivência, hein?
O sono da beleza dura de quatro a cinco horas por dia. O café da manhã é preto com açúcar. Não penteia o cabelo. Troca fiação de tomada simples para tomada dupla. Troca pneu de carro. Atende o telefone, faz compra de supermercado pela internet e despacha com a empregada ao mesmo tempo. Sabe que o melhor bronzeado é o da praia. Trocou o príncipe encantado por um celular 3G num leilão virtual. É capaz de correr 200 metros com um Manolo Blahnik para não chegar atrasada em lugar algum. Não se faz esperar. Cheira pó de ouro. Morre de overdose de suco de maçã.
A casa de leilões Christie’s, de Nova York, levou a leilão 346 livros e artigos de cientistas que criaram ou revolucionaram o conhecimento científico entre os séculos XVI e XX. O livro mais valioso era De revolutionibus orbium colestium (Sobre a Revolução dos Corpos Celestes), de Nicolau Copérnico, escrito por ele em 1543. Foi arrematado por 2,2 milhões de dólares. É nesse livro que Copérnico coloca o Sol como o centro do Sistema Solar.
Em segundo lugar, a primeira edição do primeiro manual prático de navegação, Arte de Navegar, de Pedro Medina (1493-1567), foi vendido por um pouco mais de meio milhão de dólares. Se a onda pegar, não vai dar mais pra ficar comprando nos sebos reais da estantevirtual….
Charles Darwin achava que expressões faciais como de nojo e susto, iguais em todas as culturas, deviam ter uma função. Dito e feito. Pesquisadores da Universidade de Toronto testaram essa hipótese e concluiram que o nariz franzido e os olhos apertados, que manifestam nojo, formam uma barreira sensorial ao reduzir o campo visual e as cavidades nasais. A cara de susto, ao contrário, aumenta o campo visual, torna o movimento dos olhos mais ágil e permite que mais ar entre pelas narinas, revelando o estado de prontidão para reagir ao perigo.
Um grupo de pesquisadores da Universidade de Nova York desenvolveu um sistema que faz com que as plantas liguem para os seus donos pedindo água. (Imaginem se elas resolverem ligar pras amigas!) É engraçado, mas é verdade e funciona assim: um sensor de umidade é colocado no fundo do vaso da planta e conectado a um chip que avalia a umidade local. Se estiver baixa ela liga pro dono, via Torpedo de Voz, dizendo que precisa de água. E mais: as plantas têm sotaque de origem! Se for uma tulipa de Amsterdan, ela vai te ligar com sotaque dutch, por exemplo. A comunicação é feita através de um hub, ligado à internet, e cada planta tem um código que ativa o telefonema pro dono. Depois de ter o pedido antendido, elas ligam novamente, agradecendo. Não é fofo? Veja mais aqui, no site de Kati London, uma das autoras do projeto.
Imagine que você está trabalhando e de repente seu telefone toca e é a Grazi Massafera, contando o que anda fazendo. Essa é a ação da L’oreal na internet, criada pela Agência Interativa. Você acessa o hotsite da campanha, vê um vídeo e deixa o seu nome e telefone pra receber o contato da Grazi. Alguns minutos depois (e com uma inteligência bacana de interface - a Grazi só se mexe depois que você antende o telefone) seu telefone toca e uma mensagem gravada da bela moça conta as novidades de uma linha de tintura de cabelo. Claro que isso virou um tipo de “trote”, vi camaradinhas com listas de telefones de amigos pra ligar e tentando mais de duas vezes o mesmo número, mas na verdade essa é uma ação por Torpedo de Voz.
A Johnson & Johnson também apostou no mobile marketing para promover a linha Reach One, com a diferença de o menino propaganda ser o Dr. Reach, menos famoso que a estrela da L’oreal, e com um vídeo mais simples. Além disso, a pessoa que recebeu a ligacão e ouviu até o final, pode enviar o viral pra três amigos.
Parece que essa mania vai pegar e virar o “spam do celular”. Pra divulgar “Jogo de Amor em Las Vegas” as pessoas recebiam uma ligação do Asthon Kutcher, o belo protagonista, depois de interagir com o hotsite do filme. Essa ação tinha dois torpedos: o Kutcher podia te dar um conselho ou passar um trote para um amigo indicado por você. Clique aqui pra conhecer melhor esse modelo.
Enquanto o Flamengo fazia uma orgia de gols, eu e meu brilhante amigo de 43 - um homem inteligente, divertido, decente e que como eu detesta futebol - nos sentamos em frente ao meu bar favorito para deliberar os mais recentes acontecimentos. Ele escolhe as palavras como se fossem flores num jardim e me convence de que vivemos o fim da era da inocência, em que já não se pode mais acreditar em palavras e em pessoas. Esses pensamentos ficaram comigo depois que nos despedimos. Bom amigo. Acho que acrescentaria apenas o seguinte: “Se você perdeu alguma coisa, não perca a lição”.