Games: no limite da vida

Maio 13th, 2010 at 05:47pm Ana Erthal

Alguma vez, andando na rua apressado e cheio de coisas para fazer, você se sentiu no meio de um jogo? Nós temos o costume de falar que a vida é um jogo, que o amor é um jogo, que os negócios são um jogo. Se a gente for pensar bem, é verdade. Temos ambientes, regras, personagens com quem temos que lidar, outros personagens com quem temos que colaborar, limites, motivos, os benefícios e os malefícios pelas nossas escolhas.

Quanto um jogo é capaz de influenciar nossas vidas? Lembra daquela máxima “a vida imita a arte?” do século passado. Será que agora, que a atividade de games é a segunda maior atividade de lazer na internet e no mobile, será que podemos perguntar se “a vida imita o game?”. Não importa se você é um entusiasta ou um jogador casual. A questão é: “como os games andam fazendo nossa cabeça?”. Está comprovado cientificamente que a geração Y (nascidos a partir de 78) tem duas vezes mais atividade na área cerebral que recebe os estímulos sensoriais da experiência com games do que a geração X (entre 62 e 77). Essa hipótese tem sido usada pra explicar o sintoma dos jovens multitarefas dos nossos dias atuais.

O mercado de games cresce exponencialmente em todo mundo, se você tiver cinco minutos de espera em frente ao computador ou com seu celular na mão você vai jogar solitaire, todo mundo conhece o Mario Bros, mas nem todo mundo conhece o nosso ministro da Educação, Fernando Haddad e agora pra ajudar dois lançamentos vão mexer com a gente no segundo semestre. O primeiro é o Natal, da XBOX, que dispensa o uso de intermediadores para jogar. Só o corpo é requerido. Pra quem já assistiu minhas apresentações não vai ser novidade:

E o segundo é Splinter Cell, um jogo de espionagem e muita porradaria, claro, projetado para reproduzir os ambientes e oferecer uma imgersão quase real. Dá uma olhada nos detalhes do jogo, nem parece que foi desenhado… vai parecer mesmo que estamos lá dentro.

 

O tema games e o contexto games é vasto em dimensão e ofertas de exploração. Algumas coisas são certas: sim, eles melhoram nossa capacidade cerebral,  constróem um novo repertório sensorial no nosso corpo de acordo com a tecnologia utilizada, mostram a importância da sociabilidade, são uma porta para nossa criatividade, uma nova forma de engajar e, principalmente, uma nova forma de perceber o mundo.

Quem faz a cabeça de quem?

Entry Filed under: Sensorialidades

1 Comment Add your own

  • 1. luck  |  Maio 13th, 2010 at 9:44 pm

    Muito Bom, estilo camera na mão, o cinema usou mto esse recurso agora os games!


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