Social Mobiles
Essa já é bem velha, mas só encontrei com eles agora por meio de um texto da Adriana de Souza e Silva no livro Tramas da Rede. Embora seja antigo, ainda dá pra pensar na utilização desse projeto que venceu a categoria “Arte Digital Interativa” do 6o Festival de Artes Midiáticas de Tókio, em 2003. O idealizador do projeto, Crispin Jones parecia preocupado com o impacto social dos telefones: pessoas que atendem telefones em locais proibidos, pessoas que falam alto demais. Social Mobiles são cinco “intervenções” que mostram como o celular afetam as conexões sociais.
O primeiro protótipo SoMo1 libera uma corrente elétrica suficiente para causar um leve choque àquelas pessoas que falam em alto volume ao celular e incomodam a vizinhança com suas conversas. Tomando chove, as pessoas aprendem a falar mais baixo.
O segundo, o SoMo2 é um telefone que “fala”: ele produz interjeições como hum, aha, sim automaticamente. Serve para quando você está no cinema e não pode atender o telefone, então você habilita o SoMo2 e o deixa conversando na linha po vc.
O terceiro protótipo é chamado de SoMo3 (supercriatividadenobatismo) é um telefone musical. Você tem que aprender a musicalidade de um número se quiser ligar pra alguém.
Por fim, o último protótipo é pra infernizar a vida daqueles que não recebem choques elétricos: o SoMo5 envia sons que pertubam as conversas intrusivas, “uma forma discreta de invadir o espaço dessas pessoas”.
Dá pra imaginar mais um milhão de possibilidades…
1 comment Abril 11th, 2010